SCANDINAVIAN LITERATURE IN KOREA: INFRASTRUCTURAL ALIGNMENT, TRANSLATION, AND CULTURAL MEDIATION

Autores

  • JAI-UNG HONG

DOI:

https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0426.6

Palavras-chave:

Literatura escandinava, ética da tradução, paratextos e metadados, diplomacia cultural, soft power infraestrutural

Resumo

Este artigo analisa a receção da literatura escandinava na Coreia como um processo de coprodução de valor literário, centrando-se em obras suecas, norueguesas e dinamarquesas traduzidas e difundidas na Coreia. Desafiando os pressupostos de que as literaturas de línguas minoritárias circulam principalmente através de centros anglófonos, demonstra como a literatura escandinava alcançou uma visibilidade duradoura na Coreia através de uma circulação «de minoridade para minoridade», sustentada por infraestruturas locais. Recorrendo aos estudos de tradução, à teoria do paratexto, à investigação em literatura mundial e aos estudos de relações internacionais, o artigo conceitua o valor literário como um resultado do alinhamento infraestrutural. As práticas éticas dos tradutores, as gramáticas paratextuais, as arquiteturas editoriais e a mediação crítica moldaram coletivamente a forma como a literatura escandinava se tornou legível e credível no seio das culturas de leitura coreanas. Metodologicamente, a análise baseia-se em indicadores públicos verificáveis — dinâmicas de edição, paratextos, metadados, sinais institucionais e discurso — em vez de dados de vendas proprietários. Estes são examinados em três grupos de géneros: noir nórdico, literatura infantil e prosa «tranquila» contemporânea, revelando caminhos distintos para a visibilidade. Numa perspetiva de relações internacionais, o caso ilustra o soft power infraestrutural: atração cultural gerada através de mediação rotineira, em vez de espetáculo promocional. As bolsas de tradução reduzem o risco; as normas de metadados estabilizam a descoberta; os críticos cultivam comunidades interpretativas, incorporando a literatura estrangeira na vida cultural quotidiana. Ao colocar em primeiro plano as infraestruturas de mediação, o artigo contribui para os estudos de receção e os debates sobre diplomacia cultural, oferecendo um quadro transferível para analisar a circulação literária em contextos não anglófonos.

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Biografia Autor

JAI-UNG HONG

Assistant Professor of Scandinavian Languages and Literatures at Hankuk University of Foreign Studies (HUFS), Seoul (Republic of Korea). He completed his undergraduate studies in Scandinavian Languages at HUFS and received both his MA and PhD in Theatre Studies from Stockholm University. His academic training combines literary studies, theatre and performance, and Nordic cultural history, providing a foundation for his interdisciplinary research across literature, culture, and society in Scandinavia. His research interests lie at the intersection of translation studies, cultural mediation, cultural politics, and public diplomacy, with particular attention to how translation functions as a medium of cultural exchange rather than a purely linguistic act. He has conducted sustained research on Nordic literature and drama, and has published widely on Scandinavian authors, reception contexts, and cross-cultural circulation, both in Korean and international academic venues. A central strand of his work examines how small-language literatures gain credibility and visibility through translation, paratexts, and institutional infrastructures. He currently serves as Director of the World Culture & Arts Institute and as a steering committee member of the Semiosis Research Center. Through his combined roles as scholar, translator, and cultural mediator, Hong is committed to advancing dialogue between Scandinavia and Korea, and to exploring the role of translation and cultural mediation in contemporary public diplomacy and international cultural relations.

Publicado

2026-06-01