O COLONIALISMO (NÃO) ESTÁ MORTO: UMA ANÁLISE PÓS-COLONIAL DO CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.17.1.23Palavras-chave:
Estado da Palestina, Nações Unidas, Colonialismo, Conflito, Atores InternacionaisResumo
O que é hoje o Estado de Israel nasceu em 1948, num processo mediado pelas Nações Unidas durante a divisão da Palestina. No contexto da primeira revolta palestiniana, o Hamas emergiu no final dos anos 80 com um compromisso à resistência armada contra a ocupação israelita, visando substituí-la com um Estado palestiniano. Após décadas de tensão, os ataques de outubro de 2023 desencadearam mudanças na conjuntura geopolítica da região, causando uma mudança de paradigma no discurso político. Enquanto contribuições académicas anteriores se focam na abordagem colonial a um conflito intraestadual e em propor definições para o mesmo, este artigo interpreta o impacto do colonialismo no conflito Israelo-Palestiniano a partir de uma lente pós-colonial, através da desconstrução de discursos de atores internacionais relevantes após setembro de 2023 e com cinco categorias como guias teóricos - “Colonialismo de Povoamento”, “Preconceito”, “Restrição de Liberdades” e “Violência”. A análise sugere a conclusão de que, do ponto de vista da maioria dos atores internacionais, a Palestina é a parte oprimida no conflito.
