ALLIANCE DILEMMAS UNDER THE TRUMP ADMINISTRATION: ABANDONMENT, ENTRAPMENT, AND SOUTH KOREA’S STRATEGIC CHOICES
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0426.2Palavras-chave:
Dilema das Alianças, Alianças dos EUA, Administração Trump, Coreia do Sul, Autonomia EstratégicaResumo
Este estudo analisa a evolução da dinâmica das alianças sob a administração Trump, com especial destaque para o caso da Coreia do Sul e as suas implicações para as alianças dos EUA. Com base na evolução da política externa dos EUA e nas reações dos aliados, defende que as recentes mudanças alteraram significativamente as perceções quanto à fiabilidade das alianças. A abordagem da administração — marcada pela imprevisibilidade e por uma comunicação não convencional — intensificou a incerteza dos aliados, remodelando as expectativas e o comportamento estratégicos. No caso da Coreia do Sul, estas dinâmicas contribuíram para uma reavaliação da dependência estratégica e para uma ênfase crescente nas capacidades de defesa autossuficientes. O estudo conceptualiza os dilemas da aliança através dos riscos duplos de abandono e aprisionamento, em que os aliados devem equilibrar o perigo de ficarem desprotegidos com o risco de serem arrastados para conflitos indesejados. Aplicando este quadro ao caso da Coreia do Sul, a análise mostra como a incerteza acentuada sob a administração Trump reforçou ambas as preocupações: os receios de abandono encorajaram uma maior consideração de estratégias de defesa autónomas, enquanto as preocupações com o aprisionamento destacaram os custos potenciais dos compromissos da aliança, particularmente em cenários de crise que envolvem uma escalada regional. Com base nestas conclusões, o estudo argumenta que a dinâmica das alianças em condições de incerteza tem implicações mais amplas para a hegemonia dos EUA e a estabilidade do sistema de alianças. A erosão da confiança nos compromissos dos EUA contribuiu para uma mudança no sentido da autonomia estratégica entre os aliados, desafiando a coesão da estrutura «hub-and-spokes». Ao mesmo tempo, o surgimento de respostas aliadas coordenadas sugere que a política de alianças é cada vez mais moldada por perceções de credibilidade da liderança, em vez de apenas por assimetrias materiais. Estas tendências sublinham a centralidade da previsibilidade e da confiança na manutenção da estabilidade das alianças e, por extensão, da durabilidade da liderança hegemónica dos EUA.
