NORTH KOREA: BACK TO THE FUTURE IS NO SOLUTION

Autores

  • MICHAEL REITERER

DOI:

https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0426.1

Palavras-chave:

Península Coreana, União Europeia, resiliência, cooperação estratégica, «o poder faz a razão»

Resumo

Recordando o 75.º aniversário da Guerra da Coreia e as suas implicações para a segurança global, o artigo contrasta as relações internacionais pacíficas no seio da UE com a dependência da força militar na Ásia Oriental. Com base nas relações abrangentes entre a Coreia do Sul e a UE, a cooperação em matéria de segurança tem vindo a aumentar também no que diz respeito ao equipamento militar (venda de armas). Esta cooperação poderia ser intensificada para responder aos desafios colocados pela segurança das cadeias de abastecimento e pela política comercial global. O artigo aborda a dinâmica geopolítica envolvendo a Coreia do Norte, a Rússia e a China, analisando o impacto destas novas alianças estratégicas e da cooperação militar que surgiram. Embora a desnuclearização deva continuar a ser o objetivo a longo prazo, é necessário repensar as políticas tradicionais em relação à Coreia do Norte, tendo em conta os avanços tecnológicos, a diminuição das restrições legais, a reviravolta no objetivo de unificação por parte do Norte e os exemplos negativos de potências que abandonaram as armas nucleares. «Regressar ao Futuro» na aplicação de ferramentas e instrumentos tradicionais já não é uma opção — nem para a Coreia do Sul, nem para a União Europeia. «Avançar para o Passado», aprendendo com a história mas adaptando essas lições às novas realidades, em vez de simplesmente repetir velhos padrões, deve ser a nova direção. Para preservar alguma influência fora do triângulo EUA-China-Rússia e reconhecendo que existe apenas uma segurança, a UE precisa de reforçar o seu envolvimento na Ásia Oriental, com base na sua abordagem abrangente em matéria de segurança. Isto poderia incluir a nomeação de um Representante Especial da UE para a Ásia Nordeste, a fim de contribuir para a construção de confiança, a reabertura de canais de comunicação e o regresso da diplomacia para evitar o surto de outro foco de tensão.

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Biografia Autor

MICHAEL REITERER

Professor for International Security, Diplomacy and Strategy, Brussels School of Governance (Belgium). Adjunct Professor for International Politics, University of Innsbruck (habilitation 2005, PhD equivalent), Webster University/Vienna, LUISS/Rome, Danube University/Krems; Guest professorships at Ritsumeikan University/Kyoto, Kobe and Keio University/Tokyo. Associate Fellow – Global Fellowship Initiative, Geneva Centre for Security Policy (GCSP), Senior Advisor at Centre for Asia Pacific Strategy (CAPS), Washington DC, Austria Institute for Europa and Security Policy (AIES) Vienna, and Vienna Institute for International Economic Studies (WIIW); extensive list of publications. Ambassador of the European Union to the Republic of Korea (2017-2020), Switzerland and the Principality of Liechtenstein (2007-2011) rtd. Previously Minister, Deputy Head of EU-Delegation to Japan (2002-2006); ASEM Counsellor (1998-2002); Minister-Counsellor, Austrian Mission to the European Union (1997-98); Counsellor, Austrian Mission to the GATT (1990-92); Austrian Deputy Trade Commissioner to Japan (1985-88) and Western Africa (1982-85). Panellist at WTO dispute settlement; Co-chair Trade of Joint Group of Trade and Environment Experts, OECD. Honorary citizen of Seoul (2020); Order of Merit in Silver with Star, Government of the Republic of Austria (2018).

Publicado

2026-06-01