BRAZIL’S ECONOMIC COMPLEXITY: A COMPARATIVE ANALYSIS ACROSS GLOBAL POWERS AND THE GLOBAL SOUTH
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0126.8Palavras-chave:
Complexidade Económica, Brasil, Diversificação Económica, Sul Global, Índice de Complexidade Económica (ECI)Resumo
Sendo a décima maior economia do mundo, o Brasil tem registado, ao longo das últimas três décadas, um declínio marcado e sustentado na sua complexidade económica. Esta trajetória descendente coloca desafios significativos à ambição do país de assumir um papel mais influente na governação económica global. Apesar do seu potencial estrutural e da sua relevância geopolítica, o Brasil continua a enfrentar obstáculos substanciais na sua transição para o estatuto de país de alto rendimento. Este estudo responde às seguintes questões de investigação: Como tem evoluído a complexidade económica do Brasil em relação às grandes potências globais e ao Sul Global? E quais os fatores que explicam o declínio contínuo da complexidade económica brasileira? Para tal, adotamos uma metodologia comparativa que examina a trajetória económica do Brasil paralelamente às economias globais líderes e a atores proeminentes do Sul Global. Recorrendo ao Índice de Complexidade Económica (ECI) como principal enquadramento analítico, a investigação identifica lacunas críticas de desenvolvimento e oportunidades estratégicas. Por meio de estudos de caso e comparações transnacionais, os resultados demonstram que, apesar de esforços políticos significativos para aumentar a complexidade económica do Brasil, o país ainda não estabeleceu as condições necessárias para reverter o seu declínio persistente. O Brasil permanece numa posição intermédia, sem a sofisticação tecnológica e a diversificação exportadora que caracterizam economias de elevada complexidade. Estas conclusões sublinham a necessidade urgente de políticas industriais direcionadas, estratégias baseadas na inovação e reformas institucionais, oferecendo orientações de política pública que permitam ao Brasil reposicionar-se na hierarquia económica global e avançar a sua agenda de desenvolvimento.
