HEDGING UNDER PRESSURE: PORTUGAL’S FOREIGN POLICY AND THE U.S-CHINA RIVALRY

Autores

  • JORGE TAVARES DA SILVA https://orcid.org/0000-0002-2526-4745
  • TOMÉ RIBEIRO GOMES https://orcid.org/0000-0003-3787-8661

DOI:

https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0126.1

Palavras-chave:

Estratégia de hedging, Portugal, China, Estados Unidos

Resumo

Este estudo analisa a posição de Portugal no contexto da rivalidade sino americana, delineando a sua evolução durante a chamada “era dourada” do investimento chinês, ocorrida em simultâneo com a crise financeira e com a perceção de um (parcial) afastamento por parte dos Estados Unidos, o tradicional aliado de grande poder de Portugal. Para um pequeno Estado europeu, membro da União Europeia e da NATO, o desafio central reside em equilibrar os compromissos transatlânticos de longa data com as oportunidades económicas oferecidas pela China. A fratura entre o “Sul Global” e os compromissos institucionais com a UE e com os EUA durante a era Trump exigiu manobras políticas subtis. Argumentamos que o comportamento de Portugal em relação à China, desde a crise financeira e económica de 2008 até 2019, constitui um caso de hedging, e colocamos a questão de saber se tal resultou de uma estratégia deliberada ou de uma procura ad hoc de novas parcerias externas. Concluímos que, embora tenha ocorrido hedging e exista alguma indicação de pensamento estratégico por parte dos decisores em Lisboa, na prática esse alinhamento foi sempre cauteloso, mantendo o país a prioridade no alinhamento com a UE e com os EUA. Compromissos históricos, a herança liberal democrática, valores partilhados, alianças de defesa e o projeto europeu coletivo colocam Portugal, de forma geral, mais próximo desse enquadramento político, o que tende a limitar a relação com Pequim, sem impedir, contudo, episódios pontuais de cooperação. Todavia, identificam se também indícios de que o hedging português possui uma dimensão estratégica. Esta questão permanece relevante porque o processo continua em curso: no atual enquadramento internacional, Portugal continua a prosseguir uma estratégia de hedging em relação à China ou iniciou uma desvinculação gradual e deliberada dos laços políticos com Pequim?

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Biografias Autor

JORGE TAVARES DA SILVA, https://orcid.org/0000-0002-2526-4745

He is an Assistant Professor of International Relations at the Faculty of Social Sciences and Humanities, University of Beira Interior (UBI), and an Integrated Researcher at the Portuguese Institute of International Relations (IPRI-NOVA), NOVA University of Lisbon. He is a founding member of the Observatory of China (Portugal), a member of the Association of Chinese Political Studies (ACPS), and serves on the Editorial Board of Tempo Exterior (Spain). His scholarly work includes numerous articles and book chapters published in international outlets, with research primarily centered on the political, economic, and social transformations of contemporary China.

TOMÉ RIBEIRO GOMES, https://orcid.org/0000-0003-3787-8661

He is an Invited Assistant Professor of International Relations at both the Faculty of Social Sciences and Humanities, University of Beira Interior (UBI, Portugal), and the Institute of Political Studies, Catholic University of Portugal (UCP). He earned his PhD in 2025 in History, Security Studies, and Defence from the Centre for International Studies, ISCTE – University Institute of Lisbon, and holds an MA in Governance, Leadership, and Democracy Studies from the Institute of Political Studies, UCP. His research interests encompass strategy, geopolitics, and transatlantic relations.

Publicado

2026-02-11