NORTH KOREA: BACK TO THE FUTURE IS NO SOLUTION
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0426.1Palavras-chave:
Península Coreana, União Europeia, resiliência, cooperação estratégica, «o poder faz a razão»Resumo
Recordando o 75.º aniversário da Guerra da Coreia e as suas implicações para a segurança global, o artigo contrasta as relações internacionais pacíficas no seio da UE com a dependência da força militar na Ásia Oriental. Com base nas relações abrangentes entre a Coreia do Sul e a UE, a cooperação em matéria de segurança tem vindo a aumentar também no que diz respeito ao equipamento militar (venda de armas). Esta cooperação poderia ser intensificada para responder aos desafios colocados pela segurança das cadeias de abastecimento e pela política comercial global. O artigo aborda a dinâmica geopolítica envolvendo a Coreia do Norte, a Rússia e a China, analisando o impacto destas novas alianças estratégicas e da cooperação militar que surgiram. Embora a desnuclearização deva continuar a ser o objetivo a longo prazo, é necessário repensar as políticas tradicionais em relação à Coreia do Norte, tendo em conta os avanços tecnológicos, a diminuição das restrições legais, a reviravolta no objetivo de unificação por parte do Norte e os exemplos negativos de potências que abandonaram as armas nucleares. «Regressar ao Futuro» na aplicação de ferramentas e instrumentos tradicionais já não é uma opção — nem para a Coreia do Sul, nem para a União Europeia. «Avançar para o Passado», aprendendo com a história mas adaptando essas lições às novas realidades, em vez de simplesmente repetir velhos padrões, deve ser a nova direção. Para preservar alguma influência fora do triângulo EUA-China-Rússia e reconhecendo que existe apenas uma segurança, a UE precisa de reforçar o seu envolvimento na Ásia Oriental, com base na sua abordagem abrangente em matéria de segurança. Isto poderia incluir a nomeação de um Representante Especial da UE para a Ásia Nordeste, a fim de contribuir para a construção de confiança, a reabertura de canais de comunicação e o regresso da diplomacia para evitar o surto de outro foco de tensão.
