LANGUAGE POLICY MANAGEMENT FOR MULTILINGUALISM IN PORTUGUESE-SPEAKING AFRICAN COUNTRIES: DISCUSSIONS FROM ANGOLA AND MOZAMBIQUE
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0726.2Palavras-chave:
Políticas Linguísticas, Multilinguismo, Línguas africanas, Angola, MoçambiqueResumo
A gestão de políticas linguísticas constitui-se como um desafio significativo nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Parte-se da ideia de que políticas linguísticas mal construídas ameaçam a existência das línguas, reduzem sua preservação e podem contribuir para sua obliteração. Nesse sentido, Angola e Moçambique compartilham um passado histórico e linguístico comum: a existência das línguas africanas bantu e khoisan e a convivência com o português, língua herdada de Portugal e, também, a única língua instituída para os serviços administrativos, o que coloca o multilinguismo em xeque. Nossa pesquisa visa analisar a situação sociolinguística de Angola e de Moçambique, descrevendo as políticas estabelecidas e os desafios que podem contribuir para a revitalização das línguas em perigo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica (com suporte, também, em entrevistas) que busca entender como se pode estabelecer políticas linguísticas que efetivamente contribuam para a salvaguarda, a revitalização e a preservação das línguas africanas bantu e khoisan nos dois contextos. Ao final, nossa discussão aponta para a necessidade de se repensar o lugar das línguas originárias africanas nos PALOP e de debater a necessidade de implementar uma educação multilíngue, assim como a criação de gramáticas para as variedades africanas do português.
