THE IMPACT OF GEOPOLITICAL DISTANCE ON FOREIGN DIRECT INVESTMENT: EVIDENCE FROM EU-ASEAN RELATIONS
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0626.7Palavras-chave:
Relações ASEAN-UE, Investimento Direto Estrangeiro (IDE), Distância geopolítica, Modelo de gravidade, Alinhamento institucional, Estimativa PPMLResumo
Este estudo apresenta uma avaliação empírica abrangente dos determinantes em evolução dos fluxos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) da União Europeia (UE) para a região da ASEAN entre 2013 e 2025. Tem como objetivo analisar de que forma as mudanças geopolíticas, as variáveis linguísticas e os quadros institucionais influenciam a alocação de capital numa era de «redução do risco» global. Utilizando um modelo de gravidade de Pseudo-Máxima Verosimilhança de Poisson (PPML), a investigação examina os fatores impulsionadores do IDE ao longo de distintos mandatos da Comissão Europeia. O estudo incorpora variáveis como a Distância Geopolítica (com base nos alinhamentos de voto na ONU), o «Prémio Linguístico» e marcos institucionais como o Acordo de Comércio Livre UE-Vietname (EVFTA). Os resultados empíricos revelam um «determinismo geopolítico» na gravidade dos investimentos; embora a distância física tenha menos importância, a penalização pela distância geopolítica aumentou 150% após 2019. Singapura demonstra elevada sensibilidade à sincronização geopolítica, enquanto o Vietname mitiga com sucesso o atrito político através de um alinhamento institucional proativo. Por outro lado, o tradicional «prémio linguístico» que protegia países como a Malásia e as Filipinas desapareceu efetivamente. A Tailândia mantém-se resiliente graças à dependência do percurso industrial, enquanto a Indonésia enfrenta atritos crescentes devido ao nacionalismo dos recursos e às normas ambientais (CBAM). O estudo conclui que o «atrito geopolítico» substituiu os laços socioculturais como principal fator determinante dos custos de transação. Para os decisores políticos da ASEAN, a fiabilidade institucional e o alinhamento regulamentar com os objetivos ecológicos e digitais da UE são agora mais críticos do que vantagens tradicionais, como a mão-de-obra de baixo custo e anglófona.
