RECONFIGURING ARCTIC GOVERNANCE: LAW, IDENTITY, AND EUROPE – KOREA COOPERATION
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0626.5Palavras-chave:
Governação do Ártico, Cooperação Europa-Coreia, Facilitador, Transformação de Identidade, Poder Normativo, ConstrutivismoResumo
Este estudo analisa a transformação estrutural da governação do Ártico através de uma perspetiva construtivista, centrando-se nos papéis estratégicos do discurso, da evolução da identidade e das contribuições baseadas no desempenho. As alterações climáticas e as rivalidades geopolíticas crescentes — particularmente após a guerra na Ucrânia — revelaram as limitações institucionais do Conselho do Ártico e minaram o paradigma tradicional da «cooperação de baixa tensão». Neste panorama em mudança, a proximidade geográfica está a dar lugar a uma participação funcional e baseada na contribuição como principal fonte de legitimidade. Neste contexto, o presente artigo analisa as trajetórias complementares do envolvimento da Europa e da Coreia do Sul. Enquanto a Europa proporciona uma liderança normativa assente na regulamentação ambiental e na criação de instituições multilaterais, a Coreia do Sul tem vindo a expandir de forma constante o seu papel, passando de «observador responsável» para «facilitador» tecnológico e operacional, apoiada pelos seus robustos quadros jurídicos nacionais, capacidade de construção naval e infraestruturas de investigação polar. O estudo defende que a integração da sofisticação normativa da Europa com a experiência industrial e tecnológica da Coreia oferece um caminho estratégico para superar os défices de governação existentes. Em última análise, a cooperação Europa-Coreia representa um modelo para uma arquitetura multilateral mais inclusiva, adaptável e resiliente, capaz de equilibrar o desenvolvimento sustentável com a gestão ambiental num Ártico em rápida mudança.
