PARTICIPAÇÃO COMO AÇÃO POLÍTICA PARA ACESSO À DIREITOS FUNDAMENTAIS: QUÃO PRÓXIMO E O QUÃO DISTANTE?
DOI:
https://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0526.1Palavras-chave:
Educação Ambiental, discursos, participação política, emancipação, ideologiaResumo
A Educação Ambiental é resultante da confluência de dois campos epistemologicamente distintos: ambiental e educacional, e por isso, acomoda discursos, que por vezes, divergem entre si, mesmo tendo como horizonte a transformação social. Diante disso, é fato reconhecer que são diferentes as tendências político-pedagógicas que compõem o campo da Educação Ambiental que registram diferentes concepções ideológicas. Neste artigo, propomos discutir sobre a dimensão política da participação e como ela se configura na Educação Ambiental, refletindo sobre quais sentidos convergem para a formação crítica e emancipatória de uma sociedade que vive as contradições de um sistema político e econômico, que ruma a enfrentar os desafios de um mundo sob a égide da crise climática. Defendemos que a educação é uma potente ferramenta social que pode mobilizar a sociedade para a ação, ao investir na formação política participativa dos sujeitos. Por isso, concebemos que, independentemente da diversidade de discursos e conflitos inerentes a transversalidade e tendências político-pedagógicas da Educação Ambiental é fundamental definirmos qual sociedade queremos construir, tendo em vista que vivemos em tempos que é urgente planejar futuros possíveis e definir alternativas viáveis para reconstrução do tecido social que atendam de modo mais justo, mais solidário, mais plural a natureza político-social humana.
