COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO ESPAÇO DE SEGURANÇA: O EIXO BRASIL–PORTUGAL E A AGENDA DE DEFESA COMUM

Autores

  • LAÉRCIO EDUARDO DE ARAÚJO

DOI:

https://doi.org/10.26619/1647-7251.17.1.30

Palavras-chave:

CPLP, Defesa, Brasil–Portugal, FELINO

Resumo

O artigo tem como objetivo geral analisar de que maneira o eixo Brasil–Portugal contribui para configurar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como espaço de segurança e para estruturar uma agenda de defesa comum entre seus Estados-membros. A pergunta de pesquisa que orienta o texto é: em que medida, e com quais limites, o eixo Brasil–Portugal consegue converter a retórica de uma comunidade lusófona de segurança em práticas concretas de cooperação em defesa? Como objetivos específicos, o artigo a) examina as bases normativas e o desenho institucional que permitem conceber a CPLP como espaço de segurança; b) analisa como Brasil e Portugal inscrevem a CPLP e o eixo luso-brasileiro em suas estratégias nacionais de defesa; c) mapeia os principais instrumentos de cooperação de defesa no âmbito da CPLP com destaque para os exercícios FELINO, iniciativas de formação e produção de pensamento estratégico; e d) discute os limites, lacunas e oportunidades para o aprofundamento dessa agenda comum. Metodologicamente, recorre-se à análise documental de estatutos, protocolos, livros brancos de defesa e declarações conjuntas, articulada a literatura especializada em segurança regional e cooperação em defesa. Os resultados indicam que o eixo Brasil–Portugal é condição necessária para dar densidade política e operacional à dimensão de defesa da CPLP, mas permanece insuficiente para consolidar um espaço de segurança lusófono robusto, em razão de assimetrias de capacidades, agendas externas concorrentes e fragilidades institucionais.

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Biografia Autor

LAÉRCIO EDUARDO DE ARAÚJO

Coronel de Cavalaria da reserva do Exército Brasileiro (Brasil), formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e em Administração de Empresas. mestre e doutorando em Ciências Militares pelo Instituto Meira Mattos (ECEME), dedica-se à pesquisa sobre a capacidade dissuasória do Brasil no Atlântico Sul, a guerra do futuro e seus impactos sobre a Base Industrial de Defesa (BID). É autor do livro “Amazônia Oriental: das riquezas, cobiças e ameaças até a guerra no futuro e questões logísticas envolvidas”, publicado pela Editora Dialética. Publicou artigos em periódicos nacionais e internacionais sobre geopolítica, inovação em defesa, logística militar, segurança internacional e desenvolvimento da BID brasileira. Atua ainda como palestrante e instrutor em cursos e seminários sobre estratégia, poder militar e defesa, no meio acadêmico e em instituições especializadas.

Publicado

2026-05-04

Edição

Secção

ARTIGOS