oferecer melhor qualidade de vida a todo o agregado familiar (Milosavljević &
Maksimović, 2023). Uma das áreas fundamentais de integração é o mercado de trabalho.
Este apresenta-se muito competitivo na Europa e, apesar de muitos migrantes serem
qualificados, sentem dificuldade acrescida de serem empregados face aos nativos dos
países onde se encontram (Cuaresma, Huber, Oberdabering, & Raggl, 2015). A não
incorporação dos migrantes no mercado de trabalho resultará em consequências
negativas quer para os cidadãos que não conseguem encontrar um emprego, quer para
a restante sociedade (Caleiras, 2015).
A concentração de migrantes na periferia das grandes zonas urbanas faz com que os
Estados se debatam com uma edificação rápida, mas não planeada, de infraestruturas
(International Organization For Migration, 2015). Com o fenómeno da rápida expansão
urbanística surge o aumento da violência urbana, podendo os migrantes ser as vítimas
ou os autores destas ações (International Organization For Migration, 2015). Face a este
fenómeno, é essencial que os Estados adotem políticas que erradiquem todo o tipo de
violência.
Após chegar à Europa, a maior parte dos migrantes já se encontra sem dinheiro devido
aos elevados custos que as viagens acarretam e acabam por cair novamente nas mãos
dos traficantes de seres humanos, que prometem dinheiro rápido e fácil (Malakooti,
2015). Os traficantes encaminham a maioria das mulheres para redes de prostituição e
os homens para trabalhos forçados, nomeadamente no setor agrícola (Stępka, 2022).
Estudos demonstram que os migrantes apresentam um risco elevado de, perante uma
doença, ter um diagnóstico mais grave do que um cidadão nativo, uma vez que os
serviços de saúde não estão bem preparados para tratar os migrantes, porque estes não
receberam o mesmo tipo de tratamentos de que os nativos usufruem ao longo da sua
vida, através do serviço de saúde do seu país (Stępka, 2022). Isto leva a que os Estados
tenham de adotar novas medidas de saúde relativamente aos migrantes, visto estes não
terem recebido os mesmos tratamentos que os cidadãos europeus.
Face às dificuldades de integração na Europa que muitos migrantes sentem, estes
acabam por se sujeitar a viver ou a trabalhar em condições precárias, que resultam numa
exposição a infeções ou a doenças transmissíveis (Vito, Waure, Specchia, & Ricciardi,
2015). Assim sendo, a falta de cuidados de saúde prestados aos migrantes resulta em
consequências negativas quer para os próprios, quer para a restante sociedade.
Em 2001, uma equipa especializada em crime organizado na região do Báltico identificou
ligações entre o terrorismo e a migração ilegal (Dandurand & Chin, 2004). O terrorismo
pode ser motivado por filosofias radicais, nacionalistas, políticas ou religiosas e surge,
maioritariamente, como uma forma de protesto contra as injustiças quer locais, quer
globais (Abbott, Rogers, & Sloboda, 2007). Como os membros que pertencem a estes
grupos terroristas acreditam que as suas opiniões não são percecionadas pela sociedade
e que não podem ser solucionadas pelo sistema político praticado pelos Estados,
desenvolvem atentados, na crença de que este é o único caminho para se fazerem ouvir
(Léonard & Kaunert, 2022).
Visto o terrorismo ser “uma tática, um meio para atingir um fim” (Abbott, Rogers, &
Sloboda, 2007, p. 63), compete aos Estados, não apenas implementar medidas eficazes